Do lado residencial, trabalhamos em apartamentos da baixa e dos bairros consolidados, moradias isoladas e geminadas em Montenegro, Gambelas ou Santa Bárbara de Nexe, condomínios que decidem renovar halls e escadas comuns, e casas de arrendamento, que em Faro têm um perfil próprio: muito arrendamento de longa duração e muito arrendamento a estudantes da universidade, com janelas de obra concentradas em julho e agosto. Numa casa habitada, a conversa é sobre convivência — que paginação escolher, se a família fica lá durante a obra, como isolar a zona de trabalho para o pó não chegar aos quartos. Nesses casos trabalhamos por setores, com portas seladas, e deixamos sempre uma casa de banho operacional.
Do lado comercial, já fizemos colocação de piso e azulejo em Faro em restaurantes e cafés da baixa, lojas de rua e de centro comercial, clínicas e consultórios na zona do hospital, ginásios e balneários, escritórios, supermercados e cozinhas profissionais. Aqui os critérios são outros. O material tem de aguentar carrinhos, saltos e produtos de limpeza agressivos, o que nos leva a porcelânicos de abrasão alta; em cozinhas e zonas molhadas, a classe antiderrapante deixa de ser preferência e passa a exigência sanitária; e o remate junto às paredes costuma pedir meia-cana, para que a higienização não deixe cantos vivos.
A diferença maior, porém, está no calendário e no risco. Numa casa, o prazo é uma questão de conforto. Num negócio, cada dia fechado é faturação que não volta, e num estabelecimento de Faro que vive do movimento diário da cidade — e não apenas do verão — não existe uma época baixa tão clara como na costa. Por isso planeamos estas obras ao contrário: partimos da data de reabertura, recuamos contando tempos de secagem reais e propomos trabalho noturno ou ao fim de semana sempre que isso encurta a paragem.