Na habitação, trabalhamos em casas antigas do núcleo histórico, apartamentos e condomínios na zona da Asseca e da Porta Nova, moradias isoladas e geminadas em Conceição, Luz de Tavira e Cabanas, casas rurais no interior do concelho, e ainda em hotéis e unidades de alojamento que renovam quartos por fases. Há uma diferença clara em relação ao barlavento: em Tavira predomina a residência permanente e o arrendamento de longa duração, o que muda as prioridades. Quem vai viver na casa durante quinze anos preocupa-se menos com a fotografia e mais com a durabilidade, com a facilidade de limpeza e com a possibilidade de substituir uma peça daqui a dez anos — razão pela qual guardamos sempre material sobrante do mesmo lote, devidamente identificado. E, como a casa costuma estar habitada durante a obra, avançamos por setores, com portas seladas, e deixamos sempre uma casa de banho operacional.
Do lado comercial, já fizemos colocação de piso e azulejo em Tavira em restaurantes e cafés do centro e da zona do mercado, peixarias e espaços ligados à atividade piscatória, lojas de rua, clínicas e consultórios, ginásios e balneários, escritórios e cozinhas profissionais. Os critérios são outros: porcelânicos de abrasão alta para aguentar carrinhos e cadeiras arrastadas, classe antiderrapante obrigatória onde há água no chão, resistência química onde se lava com produtos fortes, e remate em meia-cana junto às paredes para que a higienização não deixe cantos vivos.
O calendário também se comporta de outra maneira. Numa casa, o prazo é uma questão de conforto. Num negócio, cada dia fechado é faturação perdida — mas em Tavira a sazonalidade é menos brutal do que na costa vicentina ou em Albufeira, e há movimento durante boa parte do ano, o que na prática significa que não existe uma janela óbvia de obra e é preciso construí-la. Por isso partimos sempre da data de reabertura, recuamos contando tempos de cura reais e propomos trabalho noturno ou em dias de menor afluência sempre que isso encurte a paragem.